segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pão Diário

Benefício (25.10)
LEITURA BÍBLICA: Isaías 38. 1-22

Foi para o meu benefício que tanto sofri(Is 38.17a).

Ninguém gosta de sofrer. Quando passamos por tempos difíceis, não conseguimos enxergar o propósito de tanta dor, nem mesmo conseguimos lembrar que deve haver um propósito. A dor nos dilacera e só conseguimos pensar nela, em quanto tudo isso é injusto e desagradável, e esquecemos que um dia já fomos felizes...
O rei Ezequias estava passando por um desses momentos difíceis. Ele adoeceu e estava para morrer. Diante disso orou, clamando por misericórdia. Deus, então, ouviu sua oração e deu-lhe mais quinze anos de vida, curando-o daquela doença que o afligia. Depois disso, o rei escreveu um poema, descrevendo seu sofrimento, a busca ao Senhor e o milagre que Deus fez em sua vida. Também reconheceu que o sofrimento que ele havia passado tinha sido para seu próprio benefício.
Como é difícil concluir o mesmo quando estamos sofrendo! Muitas vezes só após muito tempo é que percebemos que uma doença, uma resposta negativa, uma mudança indesejada foram para o nosso bem. José, um dos patriarcas do povo de Israel, falou sobre isso a seus irmãos, reconhecendo que Deus tinha transformado em bem o mal que eles lhe fizeram (Gn 50.20ª). Paulo diz em 2Coríntios 1.3-4 que Deus nos consola em nossas tribulações para que depois possamos consolar outros que também estejam passando por problemas... Você já pensou sobre isso?
Quando passar por momentos difíceis, tente reconhecer o que Deus está fazendo por meio daquilo. Depois do sofrimento, busque ajudar outros que estejam sofrendo também. Não deixe de dar graças a Deus por tudo o que aconteceu. Por exemplo, quando fico doente é que percebo quantos dias estive bem e nem sequer agradeci a Deus. Você tem buscado a Deus ao invés de se desesperar? Confie nele, os tempos maus passam e acabam trazendo muitos benefícios com eles.

Vanessa Weller Ribas, Ijuí-RS

O sofrimento pode ser uma bênção.

domingo, 23 de outubro de 2011

Pão Diário

Ação e perdão (24.10)
LEITURA BÍBLICA: 1João 1.5-10

Se o meu povo que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus eu ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra (2Cr 7.14).

Em uma palestra para líderes proferida em l998 em Foz do Iguaçu, o Pastor Irland Pereira de Azevedo, contou uma história muito interessante que ilustra nossa dificuldade de mudarmos nossas atitudes para com o pecado; uma senhora com expressão triste se aproximou do pastor no final do culto de domingo à noite e disse: É, pastor, eu só venho aqui para sofrer mesmo. O pastor, preocupado diante daquela declaração, perguntou: Mas porque, irmã? Então ela respondeu: Domingo após domingo o senhor não pára de falar dos meus erros. Diante disto o pastor, surpreso, torna a perguntar: E por que a senhora não muda? Ao que a senhora respondeu de forma repetitiva e melancólica, balançando a cabeça: É tão difícil..., é tão difícil... Mudar o comportamento próprio é difícil, mas se for necessário é o melhor que podemos fazer. A leitura bíblica de hoje mostra que somos pecadores, mas também aponta o caminho para o perdão: Se confessarmos os nossos pecados Deus nos perdoa e purifica de todo pecado. Mais do que isso, porém, o texto bíblico acima aponta para a necessidade de ação além da confissão verbal, tão comum na atualidade. Não podemos ficar apenas em meras palavras, dizendo: eu sei que estou errado, me perdoa Senhor! Temos de ir além das palavras, pois havendo mudanças de nossa parte é que haverá perdão e bênçãos da parte de Deus para cada um de nós. Então, tanto quanto saber, é necessário agir. Busquemos com humildade a face de Deus, afastamo-nos de nossos maus caminhos e, depois disso, aguardemos o cumprimento das promessas de bênçãos divinas. É ele quem nos chama ao verdadeiro arrependimento, o que leva à ação, e nos promete bênçãos como resultado desta mudança positiva.

       Ana Cláudia e Antônio Renato Gusso, Curitiba-PR

O perdão de nossos pecados está ligado à mudança de nossas atitudes erradas.
Pão Diário

Aliança (23.10)
LEITURA BÍBLICA: Lucas 1.68-75

Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo? (Am 3.3)

“Caros nubentes, estas alianças são o símbolo da união e da constância conjugal. Vivam um para o outro”. Assim amorosamente, o pastor recomendou ao jovem casal a fidelidade matrimonial.
O termo “aliança”, no entanto, é mais abrangente e caracteriza acordos entre pessoas, instituições ou nações. É o que ocorreu por ocasião da Segunda Guerra Mundial, quando países em aliança, inclusive o Brasil, se juntaram para enfrentar o nazismo agressor. No passado, Deus fez alianças com seus servos e ainda hoje continua a atrair pessoas para se aliarem a ele, conhecendo seu amor e misericórdia. Com efeito, a Bíblia diz que “Enoque andou com Deus” (Gn 5.24). Era seu aliado. Idêntica afirmação é feita pela Escritura com relação a Noé: “Noé era homem justo... andava com Deus” (Gn 6.9). O povo da época deve ter rido de Noé enquanto ele construía a arca, mas quando chegou o dilúvio, só restou o desamparo e o clamor para aqueles que não mantiveram uma aliança com o Senhor. O dilúvio afogou no desespero as vidas dos que não andaram com Deus. Na profecia de Amós, a palavra de Deus sugere a impossibilidade de o ser humano receber as bênçãos divinas se não estiver em harmonia com o Criador. Embora ame a humanidade e queira a sua salvação, Deus não pode aceitar a iniqüidade dos que ofendem sua santidade, teimando em viver em seu pecado e rejeitando o amor e a graça de Jesus, seu Filho.
Como tem sido a sua vida? A quem você recorre quando necessita urgentemente de auxílio? Deus é real para você? Você tem a consciência de que caminha ao lado dele? Alerta! Deus só ouvirá sua prece se ela vier de um coração contrito e arrependido, de uma alma desejosa de comunhão com ele.
Construa ou restaure ainda hoje sua relação com Deus, e o Senhor estabelecerá uma sólida aliança com você. Afinal, quem faz a vontade do Pai, certamente receberá a bênção de seu incomparável amor. Seja um aliado de Deus!

César Thomé, São Paulo-SP

Nossa aliança com Deus garantirá a sua permanente presença em nossa vida.
REFLEXÃO DA SEMANA:

Quais são os benefícios das nossas provações?

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,...(Tg 1.2)


Tiago, filho de José e Maria, e portanto, irmão do Senhor Jesus,  em sua epístola no capítulo 1.2-4,  escrita às doze tribos que se encontram na Dispersão, ou seja,  judeus e gentios crentes em Cristo, que assim se tornaram o verdadeiro Israel de Deus, tem como tema central a religião pura, a religião do divino amor experimentado no coração; e nos mostra que a religião pura é testada pelas provas nos fiéis; portanto, Tiago nos ensina que a provação não é sem razão na vida do cristão, mas ela tem um propósito que nos beneficia.
Ela gera perseverança ou constância e quando a perseverança completa sua ação, ela produz maturidade ou perfeição, produz também integridade e nos torna em nada deficientes.É importante ressaltar que o teste se mostrará eficaz em produzir perseverança se encararmos a provação como motivo de alegria, do contrário, não crescemos em perseverança, mas crescemos em murmuração, lamento, rancor, ira, mau humor, medo, desconfiança ou falta de fé.Portanto, seja qual for a nossa provação – a espiritual, a moral, a econômica e até mesmo perseguição por causa do Evangelho de Jesus - devemos ter uma atitude que, com certeza, seja totalmente diferente daquela que o mundo esperaria. E a atitude que precisamos aprender a ter é a de “toda alegria”, É essa atitude que o Senhor Jesus espera de nós, não uma atitude de desespero, mas de confiança; não uma atitude de fracasso, mas de crescimento. Seja qual for a nossa provação podemos nos voltar para o Senhor confiantes, alegres e certos que Ele tem nos julgado dignos de provação. Pois pela provação, Ele está testando nossa fé. Para que pelo teste, possamos aprender a perseverar. E perseverando, possamos nos tornar pessoas maduras, íntegras e sem qualquer falta em nossa vida.
Portanto, com toda alegria devemos enfrentar as provações, confiantes de que não estaremos sozinhos, temos um socorro bem presente, Jesus Cristo, pois a palavra de Deus nos promete isto: “ Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. (1Co 10.13).

Por Aloisia Novais, Jequié-BA
Pão Diário
  
Deus presente(22.10)
LEITURA BÍBLICA: Êxodo 33.17-23

Peço-te que me mostres a tua glória (Êx 33.18)

Moisés é lembrado como líder e legislador competente. O título de homem de Deus mostra a extraordinária pessoa em que se tornou. Suas realizações foram atingidas graças ao desejo contínuo de conhecer a Deus. Sua oração no texto acima é, por assim dizer, o resultado de um exame do mais íntimo da alma.
Era prática dos conquistadores e soberanos, ao darem uma missão especial a alguém, mostrar-lhe o poderio e a glória do reino que ia representar. Moisés, sendo culto e educado em toda a ciência, conhecia bem tal deferência, pois ela expressava um sinal de absoluta confiança. A atribuição dada a Moisés fugia dos padrões conhecidos, porque Deus o chamou para libertar o seu povo do Egito, conduzindo pelo deserto para conquistar uma terra desconhecida, legislando para fazer daquele povo uma nação. Na verdade,  Deus confiou a Moisés uma grande e complicada missão. Sentindo o peso da responsabilidade diante de enormes desafios e guiando um povo choroso e rebelde, Moisés desejou conhecer a Deus na sua inteireza, isto é, ver o invisível. Daí vem sua veemente oração: “Peço-te que me mostres a tua glória”. Vale a pena examinar a resposta do Senhor: Chamou Moisés para perto, protegeu e mostrou-lhe aquilo que podia suportar.
Desejar ver a glória de Deus foi uma constante na vida de Moisés. Deus lhe falou na solidão do deserto, ordenando que tirasse as sandálias por causa da santidade do lugar. Alí, seu bordão se transformou numa serpente, atestando o poder e a glória do Pai. Agora, a visão limitada da fenda da rocha transformou-se em amplidão e Moisés viu a glória de Deus.
Temos um pouco de Moisés em nossa caminhada terrena.
Aturdidos diante dos grandes desafios de fé, a oração se torna um poderoso alento ao coração. Que nas duras provas da vida, a presença de Deus nos faça ver a sua glória.

Edson de Oliveira Lima, Araraquara-SP

Para conhecer a glória de Deus é preciso aproximar-se dele.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pão Diário


Servos (21.10)
LEITURA BÍBLICA: 2Crônicas 24. 4-13

Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever (Lc 17.10).

Você já viu alguém que se dizia servo de Deus, mas não era? A prova é sempre o modo como alguém serve. O rei Joás foi visto como um servo de Deus autêntico, pois promoveu a restauração do templo de Deus que havia sido arrombado pela finada usurpadora, Atalia. Por isso convocou os levitas, constituídos por Deus para zelar do templo, a fazerem a coleta de taxas. Porém, pela falta deles, o rei mandou colocar uma caixa de ofertas à entrada do templo para receber os donativos. Na verdade, os levitas eram tidos por servos de Deus, sendo os responsáveis pelo templo. Sua displicência, porém, manchou o seu nome. Infelizmente, até o sumo sacerdote responsável por mandar os levitas cumprir o seu dever foi censurado pelo rei. Em tudo isso mencionou-se um servo de Deus verdadeiro do passado, Moisés, que estabeleceu o sistema de impostos para a manutenção do templo para os cultos. Há provas abundantes de Moisés ter sido um servo do senhor durante toda a sua liderança do povo de Deus, do Egito até as fronteiras de Canaã.
Não sabemos a razão da falta no caso dos levitas. Talvez esperassem louvores e elogios pelo seu serviço no passado. Ou foi a ocupação com seus interesses particulares que os fez protelar o serviço do Senhor? Claro, sua vocação ficou em  segundo lugar, impedindo que fossem verdadeiros servos  do Senhor.
Um servo não deve esperar outra coisa senão mais serviço. Cumprindo um dever, pode esperar outro – é a natureza da posição de servo. Ensinando seus discípulos, Jesus citou o exemplo de um servo e disse: “Assim também vocês, quando tiverem feito tudo que lhes foi ordenado, devem dizer ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’” (versículo-chave). Mas o cristão fiel, embora não seja louvado nesta vida, receberá com alegria a aprovação do Senhor na sua vinda: “Muito bom, meu servo!” (Lc 19.17)

Teodoro Laskowski, Abbotsford, Canadá

Quem não serve, não serve!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pão Diário

Lealdade (20.10)
LEITURA BÍBLICA: Jeremias 3.6-18

Senhor, não é fidelidade que os teus olhos procuram?... Mas este povo tem coração obstinado e rebelde; eles se afastaram e foram embora (Jr 5. 3,23).

Nunca vou me esquecer daquela querida irmã em Cristo que corria à procura de um médium quando os problemas se acumulavam. As mensagens dos profetas enfatizavam a lealdade que o povo deveria ter para com Deus. Jeremias condenou drasticamente a aliança que Israel fizera com o Egito. Isso constituía um sinal de deslealdade. Como pode um povo que tem Jeová como Senhor procurar ajuda de um povo que não o conhece? O profeta não tem outra alternativa senão condenar essa aliança porque ela implicava aceitar também os seus deuses dos egípcios.
Fazer alianças com outros deuses é completa deslealdade. O cristão conhece o seu Deus e confia em Jesus como Salvador e Senhor. Contudo, quando ocorrem problemas e tribulações, a tendência de alguns tem sido procurar outros meios para as soluções. O povo de Deus deveria ter buscado o auxílio de Jeová quando a situação era difícil. Mas esqueceram-se completamente de suas promessas e correram à procura das forças do Egito, e estas não podem ajudar. Um navio é construído para resistir aos temporais e furacões do mar bravio. Em Cristo, o cristão torna-se uma nova criatura para também resistir às provações, tempestades e aos furacões que surgem em sua caminhada. Deus tem um poder maravilhoso, capaz de destruir os poderes satânicos que tantas vezes se acampam ao nosso redor querendo destruir, procurando fazer com que sejamos desleais a ele. Nada desagrada tanto a Deus como ver o seu povo escolhido, salvo pelo amor de Jesus demonstrado na cruz, deixar de utilizar o seu poder e as suas promessas. Mas ele se agrada e está pronto a ficar conosco quando cremos em suas promessas e as tornamos parte do nosso dia-a-dia, mesmo nos vendavais da vida. Sejamos, pois, leais ao Senhor em todo nosso viver.

João Garcia, Okville, Canadá

Você não vai ganhar nada sendo desleal a Deus.