domingo, 23 de outubro de 2011

Pão Diário

Aliança (23.10)
LEITURA BÍBLICA: Lucas 1.68-75

Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo? (Am 3.3)

“Caros nubentes, estas alianças são o símbolo da união e da constância conjugal. Vivam um para o outro”. Assim amorosamente, o pastor recomendou ao jovem casal a fidelidade matrimonial.
O termo “aliança”, no entanto, é mais abrangente e caracteriza acordos entre pessoas, instituições ou nações. É o que ocorreu por ocasião da Segunda Guerra Mundial, quando países em aliança, inclusive o Brasil, se juntaram para enfrentar o nazismo agressor. No passado, Deus fez alianças com seus servos e ainda hoje continua a atrair pessoas para se aliarem a ele, conhecendo seu amor e misericórdia. Com efeito, a Bíblia diz que “Enoque andou com Deus” (Gn 5.24). Era seu aliado. Idêntica afirmação é feita pela Escritura com relação a Noé: “Noé era homem justo... andava com Deus” (Gn 6.9). O povo da época deve ter rido de Noé enquanto ele construía a arca, mas quando chegou o dilúvio, só restou o desamparo e o clamor para aqueles que não mantiveram uma aliança com o Senhor. O dilúvio afogou no desespero as vidas dos que não andaram com Deus. Na profecia de Amós, a palavra de Deus sugere a impossibilidade de o ser humano receber as bênçãos divinas se não estiver em harmonia com o Criador. Embora ame a humanidade e queira a sua salvação, Deus não pode aceitar a iniqüidade dos que ofendem sua santidade, teimando em viver em seu pecado e rejeitando o amor e a graça de Jesus, seu Filho.
Como tem sido a sua vida? A quem você recorre quando necessita urgentemente de auxílio? Deus é real para você? Você tem a consciência de que caminha ao lado dele? Alerta! Deus só ouvirá sua prece se ela vier de um coração contrito e arrependido, de uma alma desejosa de comunhão com ele.
Construa ou restaure ainda hoje sua relação com Deus, e o Senhor estabelecerá uma sólida aliança com você. Afinal, quem faz a vontade do Pai, certamente receberá a bênção de seu incomparável amor. Seja um aliado de Deus!

César Thomé, São Paulo-SP

Nossa aliança com Deus garantirá a sua permanente presença em nossa vida.
REFLEXÃO DA SEMANA:

Quais são os benefícios das nossas provações?

Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,...(Tg 1.2)


Tiago, filho de José e Maria, e portanto, irmão do Senhor Jesus,  em sua epístola no capítulo 1.2-4,  escrita às doze tribos que se encontram na Dispersão, ou seja,  judeus e gentios crentes em Cristo, que assim se tornaram o verdadeiro Israel de Deus, tem como tema central a religião pura, a religião do divino amor experimentado no coração; e nos mostra que a religião pura é testada pelas provas nos fiéis; portanto, Tiago nos ensina que a provação não é sem razão na vida do cristão, mas ela tem um propósito que nos beneficia.
Ela gera perseverança ou constância e quando a perseverança completa sua ação, ela produz maturidade ou perfeição, produz também integridade e nos torna em nada deficientes.É importante ressaltar que o teste se mostrará eficaz em produzir perseverança se encararmos a provação como motivo de alegria, do contrário, não crescemos em perseverança, mas crescemos em murmuração, lamento, rancor, ira, mau humor, medo, desconfiança ou falta de fé.Portanto, seja qual for a nossa provação – a espiritual, a moral, a econômica e até mesmo perseguição por causa do Evangelho de Jesus - devemos ter uma atitude que, com certeza, seja totalmente diferente daquela que o mundo esperaria. E a atitude que precisamos aprender a ter é a de “toda alegria”, É essa atitude que o Senhor Jesus espera de nós, não uma atitude de desespero, mas de confiança; não uma atitude de fracasso, mas de crescimento. Seja qual for a nossa provação podemos nos voltar para o Senhor confiantes, alegres e certos que Ele tem nos julgado dignos de provação. Pois pela provação, Ele está testando nossa fé. Para que pelo teste, possamos aprender a perseverar. E perseverando, possamos nos tornar pessoas maduras, íntegras e sem qualquer falta em nossa vida.
Portanto, com toda alegria devemos enfrentar as provações, confiantes de que não estaremos sozinhos, temos um socorro bem presente, Jesus Cristo, pois a palavra de Deus nos promete isto: “ Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar. (1Co 10.13).

Por Aloisia Novais, Jequié-BA
Pão Diário
  
Deus presente(22.10)
LEITURA BÍBLICA: Êxodo 33.17-23

Peço-te que me mostres a tua glória (Êx 33.18)

Moisés é lembrado como líder e legislador competente. O título de homem de Deus mostra a extraordinária pessoa em que se tornou. Suas realizações foram atingidas graças ao desejo contínuo de conhecer a Deus. Sua oração no texto acima é, por assim dizer, o resultado de um exame do mais íntimo da alma.
Era prática dos conquistadores e soberanos, ao darem uma missão especial a alguém, mostrar-lhe o poderio e a glória do reino que ia representar. Moisés, sendo culto e educado em toda a ciência, conhecia bem tal deferência, pois ela expressava um sinal de absoluta confiança. A atribuição dada a Moisés fugia dos padrões conhecidos, porque Deus o chamou para libertar o seu povo do Egito, conduzindo pelo deserto para conquistar uma terra desconhecida, legislando para fazer daquele povo uma nação. Na verdade,  Deus confiou a Moisés uma grande e complicada missão. Sentindo o peso da responsabilidade diante de enormes desafios e guiando um povo choroso e rebelde, Moisés desejou conhecer a Deus na sua inteireza, isto é, ver o invisível. Daí vem sua veemente oração: “Peço-te que me mostres a tua glória”. Vale a pena examinar a resposta do Senhor: Chamou Moisés para perto, protegeu e mostrou-lhe aquilo que podia suportar.
Desejar ver a glória de Deus foi uma constante na vida de Moisés. Deus lhe falou na solidão do deserto, ordenando que tirasse as sandálias por causa da santidade do lugar. Alí, seu bordão se transformou numa serpente, atestando o poder e a glória do Pai. Agora, a visão limitada da fenda da rocha transformou-se em amplidão e Moisés viu a glória de Deus.
Temos um pouco de Moisés em nossa caminhada terrena.
Aturdidos diante dos grandes desafios de fé, a oração se torna um poderoso alento ao coração. Que nas duras provas da vida, a presença de Deus nos faça ver a sua glória.

Edson de Oliveira Lima, Araraquara-SP

Para conhecer a glória de Deus é preciso aproximar-se dele.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pão Diário


Servos (21.10)
LEITURA BÍBLICA: 2Crônicas 24. 4-13

Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever (Lc 17.10).

Você já viu alguém que se dizia servo de Deus, mas não era? A prova é sempre o modo como alguém serve. O rei Joás foi visto como um servo de Deus autêntico, pois promoveu a restauração do templo de Deus que havia sido arrombado pela finada usurpadora, Atalia. Por isso convocou os levitas, constituídos por Deus para zelar do templo, a fazerem a coleta de taxas. Porém, pela falta deles, o rei mandou colocar uma caixa de ofertas à entrada do templo para receber os donativos. Na verdade, os levitas eram tidos por servos de Deus, sendo os responsáveis pelo templo. Sua displicência, porém, manchou o seu nome. Infelizmente, até o sumo sacerdote responsável por mandar os levitas cumprir o seu dever foi censurado pelo rei. Em tudo isso mencionou-se um servo de Deus verdadeiro do passado, Moisés, que estabeleceu o sistema de impostos para a manutenção do templo para os cultos. Há provas abundantes de Moisés ter sido um servo do senhor durante toda a sua liderança do povo de Deus, do Egito até as fronteiras de Canaã.
Não sabemos a razão da falta no caso dos levitas. Talvez esperassem louvores e elogios pelo seu serviço no passado. Ou foi a ocupação com seus interesses particulares que os fez protelar o serviço do Senhor? Claro, sua vocação ficou em  segundo lugar, impedindo que fossem verdadeiros servos  do Senhor.
Um servo não deve esperar outra coisa senão mais serviço. Cumprindo um dever, pode esperar outro – é a natureza da posição de servo. Ensinando seus discípulos, Jesus citou o exemplo de um servo e disse: “Assim também vocês, quando tiverem feito tudo que lhes foi ordenado, devem dizer ‘Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever’” (versículo-chave). Mas o cristão fiel, embora não seja louvado nesta vida, receberá com alegria a aprovação do Senhor na sua vinda: “Muito bom, meu servo!” (Lc 19.17)

Teodoro Laskowski, Abbotsford, Canadá

Quem não serve, não serve!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pão Diário

Lealdade (20.10)
LEITURA BÍBLICA: Jeremias 3.6-18

Senhor, não é fidelidade que os teus olhos procuram?... Mas este povo tem coração obstinado e rebelde; eles se afastaram e foram embora (Jr 5. 3,23).

Nunca vou me esquecer daquela querida irmã em Cristo que corria à procura de um médium quando os problemas se acumulavam. As mensagens dos profetas enfatizavam a lealdade que o povo deveria ter para com Deus. Jeremias condenou drasticamente a aliança que Israel fizera com o Egito. Isso constituía um sinal de deslealdade. Como pode um povo que tem Jeová como Senhor procurar ajuda de um povo que não o conhece? O profeta não tem outra alternativa senão condenar essa aliança porque ela implicava aceitar também os seus deuses dos egípcios.
Fazer alianças com outros deuses é completa deslealdade. O cristão conhece o seu Deus e confia em Jesus como Salvador e Senhor. Contudo, quando ocorrem problemas e tribulações, a tendência de alguns tem sido procurar outros meios para as soluções. O povo de Deus deveria ter buscado o auxílio de Jeová quando a situação era difícil. Mas esqueceram-se completamente de suas promessas e correram à procura das forças do Egito, e estas não podem ajudar. Um navio é construído para resistir aos temporais e furacões do mar bravio. Em Cristo, o cristão torna-se uma nova criatura para também resistir às provações, tempestades e aos furacões que surgem em sua caminhada. Deus tem um poder maravilhoso, capaz de destruir os poderes satânicos que tantas vezes se acampam ao nosso redor querendo destruir, procurando fazer com que sejamos desleais a ele. Nada desagrada tanto a Deus como ver o seu povo escolhido, salvo pelo amor de Jesus demonstrado na cruz, deixar de utilizar o seu poder e as suas promessas. Mas ele se agrada e está pronto a ficar conosco quando cremos em suas promessas e as tornamos parte do nosso dia-a-dia, mesmo nos vendavais da vida. Sejamos, pois, leais ao Senhor em todo nosso viver.

João Garcia, Okville, Canadá

Você não vai ganhar nada sendo desleal a Deus.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pão Diário

Raposinhas (19.10)
LEITURA BÍBLICA: Mateus 12.33-37

Você possivelmente, nunca deve ter visto uma raposa. Animal perseguido por caçadores, devido ao valor extraordinário de seu pelo, encontra-se ameaçado de extinção. É de se estranhar que, até hoje, contra o protesto de muitos naturalistas, a corte inglesa ainda mantenha a prática anual da caça à raposa.
Raposas são animais predadores. Sua atividade normal é nociva ao patrimônio de fazendeiros, de criadores e de plantadores de vinhas. Ficou célebre a raposa e a fábula que convenceu o corvo a largar o pedaço de queijo que tinha no bico – e que ela cobiçava – convencendo-o de que ele era um grande cantor. Nas fábulas, a raposa sempre representa a esperteza, a malandragem. Por isso, o termo “raposa” faz referência àqueles que, por meio de ardis e simulação, procuram alcançar vantagens.   O autor sagrado reconhece a força predatória e destrutiva das raposinhas e está preocupado em afastá-las de suas vinhas. O ser humano muitas vezes se assemelha em seu procedimento à astúcia das raposas, com o objetivo de alcançar propósitos inconfessáveis. Sansão usou raposas contra os filisteus para incendiar suas plantações (Jz 15). Já Dalila, sua mulher filistéia, fez ela mesmo papel de raposinha contra o poderoso Sansão: mentiu, dissimulou, e conspirou contra ele. Aparentemente parecia amá-lo, mas conscientemente tramou entregá-lo às mãos de seus inimigos (Jz 16). Todo cuidado é suficiente na hora de determos a ação maléfica das “raposinhas” que podem comprometer a integridade do nosso caráter. A solução, como sempre, é nos envolvermos mais e mais com o ensino das Escrituras: “por suas palavras vocês serão absolvidos e, por suas palavras vocês serão condenados”. Vamos substituir as raposinhas que insistem em perverter nossa conduta, pela justiça, franqueza, honestidade e amor que marcam o procedimento dos que têm a preocupação de servir fielmente a Deus.

César Thomé, São Paulo-SP

Comprometa-se com a verdade.
Afaste as raposinhas de sua vida.

Pão Diário


Cristo nos amou (18.10)
LEITURA BÍBLICA: Efésios 5.1-2

Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (Ef 5.2).

 A Bíblia é mesmo um livro impressionante. A gente lê e lê e lê de novo e parece que não se chega a ler tudo. Li o texto de Efésios e repentinamente aquela afirmação de que “Cristo nos amou e se entregou por nós” saltou do texto e se firmou na minha mente com um brilho que ainda não havia percebido. A afirmação deixou de ser plural: “nos amou” e passou a ser “me amou”. “E se entregou por nós” passou a ser “se entregou por mim”.
Logo me lembrei daquela afirmação que o apóstolo Paulo faz na sua carta aos Gálatas 2.20 “A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”.
Meditando sobre este amor de Cristo, surgiu também na minha lembrança o texto de Mateus 20.28 “Como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.
Gente! Que alegria! Por graça de Deus posso me saber incluído nesta palavra “muitos” aos quais Jesus aqui se refere.
O amor de Cristo realmente excede a tudo que se possa imaginar. Quero também trazer à nossa lembrança aquela preciosa afirmação que o apóstolo João faz no final do primeiro versículo do capítulo treze do seu evangelho: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. Sim, Jesus, no seu amor por você e por mim, foi ás últimas conseqüências.
É preciso nos conscientizar que só existe uma solução para todos os conflitos de nossa vida pessoal e para todos os problemas da humanidade: o AMOR de Deus.

Helmuth Matschulat, Guaratuba-PR

O amor de Deus não se ocupa com generalidades. Ocupa-se com você.