terça-feira, 18 de outubro de 2011

Pão Diário

Raposinhas (19.10)
LEITURA BÍBLICA: Mateus 12.33-37

Você possivelmente, nunca deve ter visto uma raposa. Animal perseguido por caçadores, devido ao valor extraordinário de seu pelo, encontra-se ameaçado de extinção. É de se estranhar que, até hoje, contra o protesto de muitos naturalistas, a corte inglesa ainda mantenha a prática anual da caça à raposa.
Raposas são animais predadores. Sua atividade normal é nociva ao patrimônio de fazendeiros, de criadores e de plantadores de vinhas. Ficou célebre a raposa e a fábula que convenceu o corvo a largar o pedaço de queijo que tinha no bico – e que ela cobiçava – convencendo-o de que ele era um grande cantor. Nas fábulas, a raposa sempre representa a esperteza, a malandragem. Por isso, o termo “raposa” faz referência àqueles que, por meio de ardis e simulação, procuram alcançar vantagens.   O autor sagrado reconhece a força predatória e destrutiva das raposinhas e está preocupado em afastá-las de suas vinhas. O ser humano muitas vezes se assemelha em seu procedimento à astúcia das raposas, com o objetivo de alcançar propósitos inconfessáveis. Sansão usou raposas contra os filisteus para incendiar suas plantações (Jz 15). Já Dalila, sua mulher filistéia, fez ela mesmo papel de raposinha contra o poderoso Sansão: mentiu, dissimulou, e conspirou contra ele. Aparentemente parecia amá-lo, mas conscientemente tramou entregá-lo às mãos de seus inimigos (Jz 16). Todo cuidado é suficiente na hora de determos a ação maléfica das “raposinhas” que podem comprometer a integridade do nosso caráter. A solução, como sempre, é nos envolvermos mais e mais com o ensino das Escrituras: “por suas palavras vocês serão absolvidos e, por suas palavras vocês serão condenados”. Vamos substituir as raposinhas que insistem em perverter nossa conduta, pela justiça, franqueza, honestidade e amor que marcam o procedimento dos que têm a preocupação de servir fielmente a Deus.

César Thomé, São Paulo-SP

Comprometa-se com a verdade.
Afaste as raposinhas de sua vida.

Pão Diário


Cristo nos amou (18.10)
LEITURA BÍBLICA: Efésios 5.1-2

Cristo nos amou e se entregou por nós como oferta e sacrifício de aroma agradável a Deus (Ef 5.2).

 A Bíblia é mesmo um livro impressionante. A gente lê e lê e lê de novo e parece que não se chega a ler tudo. Li o texto de Efésios e repentinamente aquela afirmação de que “Cristo nos amou e se entregou por nós” saltou do texto e se firmou na minha mente com um brilho que ainda não havia percebido. A afirmação deixou de ser plural: “nos amou” e passou a ser “me amou”. “E se entregou por nós” passou a ser “se entregou por mim”.
Logo me lembrei daquela afirmação que o apóstolo Paulo faz na sua carta aos Gálatas 2.20 “A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”.
Meditando sobre este amor de Cristo, surgiu também na minha lembrança o texto de Mateus 20.28 “Como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.
Gente! Que alegria! Por graça de Deus posso me saber incluído nesta palavra “muitos” aos quais Jesus aqui se refere.
O amor de Cristo realmente excede a tudo que se possa imaginar. Quero também trazer à nossa lembrança aquela preciosa afirmação que o apóstolo João faz no final do primeiro versículo do capítulo treze do seu evangelho: “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. Sim, Jesus, no seu amor por você e por mim, foi ás últimas conseqüências.
É preciso nos conscientizar que só existe uma solução para todos os conflitos de nossa vida pessoal e para todos os problemas da humanidade: o AMOR de Deus.

Helmuth Matschulat, Guaratuba-PR

O amor de Deus não se ocupa com generalidades. Ocupa-se com você.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

2ª Mensagem da série Alegrem-se em Cristo
A alegria de servir como Cristo



Estudo da  escola bíblica dominical
Exposição de 1João 3.1-10
 Parte 1
 
Parte 2
 
          
 
Pão Diário

Jesus está presente (17.10)
LEITURA BÍBLICA: Apocalipse 1. 9-19

Deus o exaltou à mais alta posição... Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai (Fp 2. 9,11).

Um dos pilares da fé cristã é a morte do Senhor Jesus em nosso favor. Jesus crucificado é a grande esperança de todos os culpados e afastados de Deus. O sangue derramado na cruz tem poder suficiente para “nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo 1.9).
Nossa fé, porém, não repousa num Jesus morto, mas em um Senhor que ressuscitou para nossa justificação e está vivo e presente, como um amigo e irmão mais velho!
Jesus não é uma mera lembrança na ceia memorial. Jesus existe de verdade e interage com quem crê. Atende às nossas orações porque é “o nosso sumo sacerdote que adentrou os céus e se compadece das nossas fraquezas” (Hb 4.14-15, resumido). Jesus vive para dar sequência à obra pela qual deu a vida. Ele está à direita do Pai, intercedendo pelos pecadores. Assim, é capaz de salvar os que por meio dele se aproximam de Deus. Somos desafiados a experimentar a realidade do Jesus vivo e presente! O Senhor Jesus Cristo vivo está em posição de glória e poder. Não sofre mais humilde diante dos inimigos nem trabalha mais como filho de carpinteiro, nem mesmo ensina mais como rabino. Cristo está exaltado acima dos poderes do céu e da terra e ocupa essa alta posição fazendo o que mais lhe agrada: perdoando os nossos pecados e repartindo seu amor e sua graça com todos os que o buscam.
A glória que circunda o nosso Senhor ressuscitado, glorificado e exaltado enche-nos de esperança e certeza de que podemos contar com ele em todos os momentos. Jesus Cristo, redentor coroado e entronizado, Senhor da vida e da morte, pode conceder vida abundante a todos que crêem.
Nosso Senhor, aquele que fecha e ninguém abre e que abre e ninguém fecha; o “Alfa e o Ômega”, está vivo e presente entre nós. Você vive nessa maravilhosa presença?

           Itamir Neves de Souza, São Paulo-SP

A morte de Jesus na cruz e sua ressurreição trazem-nos a vida eterna.

domingo, 16 de outubro de 2011

Pão Diário

 Provações (16.10)
LEITURA BÍBLICA: 1 Coríntios 10. 1-13

Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação (Tg 1.12).

Todos somos provados por Deus. Há muitas coisas que nos acontecem que nós mesmos criamos e sofremos por causa delas. Outros acontecimentos que aparecem em nossa vida, porém, são provações permitidas por Deus. Nossas traduções da Bíblia usam várias palavras para descrever esses acontecimentos. Falam de “provações” e “tentações”. Entendemos que Deus usa essas situações para nos moldar, refinar e fazer-nos segundo aquilo que ele planejou para a nossa vida. Deus provou Abraão quando pediu que sacrificasse seu filho Isaaque (Gn 22). Provou José, que ao ser vendido ao Egito sofreu por ser fiel ao seu Deus (Gn 37.41). Provou Daniel quando foi lançado na cova dos leões (Dn 6). É possível que neste momento, ao ler esta meditação, você esteja passando por alguma grande provação, por um teste quase insuportável. Nessas provas que ocorrem nos relacionamentos com as pessoas, nos conflitos que aparecem, nas decepções com gente que parecia ser amiga, nas enfermidades inesperadas e naquelas que se prolongam, nas mínimas coisas Deus está sempre olhando para você. Ele vê, sabe e conhece muito bem o que você está pensando. Ele jamais permitirá que você enfrente sozinho provações maiores do que as que possa suportar.
Deus está conosco para nos ajudar em todas as circunstâncias que enfrentamos nesta vida. São testes que Deus permite que passemos a fim de que sejamos aperfeiçoados em nosso caráter, como cristãos. Ele nunca nos desampara, louvado seja o seu bendito nome! Até mesmo quando essas provas vêm em forma de tentações para a prática do mal, ele não nos abandona. Por essa razão a Palavra de Deus diz no escrito de Paulo à Igreja de Corinto: “Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que possam suportar” (1Co 10.13).

                 João Garcia, Okville, Canadá

As provações na vida são permitidas para que sejamos aperfeiçoados em nosso caráter.
REFLEXÃO DA SEMANA:

Paz, tão doce paz!
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (Jo 14.27)

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo. (Jo 16.33)

A paz é o sonho de consumo de todo ser humano. O homem busca a paz em todos os lugares, por todos os meios e até faz guerras para alcançá-la. As religiões prometem a paz. O dinheiro tenta comprá-la. Os prazeres desta vida oferecem-na como cardápio do dia. Mas, o que é a paz? Onde encontrar a paz? Como podemos recebê-la? Precisamos primeiramente entender que a verdadeira paz não é quietude ou meditação transcendental nem uma incursão pelos labirintos da nossa alma. Não alcançamos a paz cavando os poços de nosso próprio coração. Ainda precisamos entender que a paz não é ausência de problemas. Não é paz de cemitério. A verdadeira paz coexiste com a dor, é temperada com as lágrimas, e estende suas raízes no solo duro do sofrimento. Vamos, agora, tratar de dois aspectos da verdadeira paz.
1. A paz com Deus. O homem é um ser rebelado contra Deus. Toda a inclinação do nosso coração está contra Deus. Somos, por natureza, inimigos de Deus. Não nos deleitamos em Deus nem temos prazer em obedecer a sua lei. Apesar de termos virado as costas para Deus, Deus jamais desistiu de nós. Ao contrário, amou-nos com amor eterno e buscou-nos com desvelo singular. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Foi Deus e não o homem quem tomou a iniciativa da reconciliação. O homem cavou abismos no seu relacionamento com Deus, mas Deus construiu uma ponte segura para reatar esse relacionamento. Jesus veio ao mundo como nosso mediador, representante e fiador e morreu na cruz pelos nossos pecados a fim de reconciliar-nos com Deus. Fomos justificados. Nossa dívida foi paga. Estamos quites com a lei de Deus. A justiça de Deus foi satisfeita. Agora não há mais barreira entre nós e Deus. Fomos reconciliados com Deus. Agora temos paz com Deus. A paz com Deus fala de relacionamento restaurado. Não somos mais réus, mas filhos. Não somos mais estranhos, mas amigos. Não estamos mais distantes, fomos aproximados. Não estamos mais em guerra contra Deus, agora temos paz com Deus. A paz com Deus não é alcançada por aquilo que fazemos para Deus, mas por aquilo que Deus fez por nós. Não obtemos essa paz pelo nosso sacrifício, mas pelo sacrifício de Cristo na cruz por nós.
2. A paz de Deus. Se a paz com Deus fala de relacionamento, a paz de Deus fala de sentimento. A paz de Deus é consequência direta da paz com Deus. É impossível experimentar a paz de Deus sem primeiro conhecer a paz com Deus. A paz com Deus é a causa, a paz de Deus é a consequência. A paz com Deus é operada fora de nós, no tribunal de Deus; a paz de Deus é experimentada dentro de nós, em nossa mente e coração. A paz com Deus tem a ver com nossa posição aos olhos de Deus no céu; a paz de Deus tem a ver com nossa intimidade com Deus na terra. A paz de Deus é uma sentinela ao redor da nossa mente e do nosso coração livrando-nos da ansiedade. É uma muralha divina que protege nossa razão e nossa emoção dos temores que rondam a nossa alma. É desfrutar de uma doce paz no meio do vale escuro. É ter uma mente segura e um coração sereno mesmo na tempestade borrascosa. É confiar plenamente em Deus, mesmo que o mundo ao nosso redor se transtorne. É viver com o coração no céu, mesmo que os nossos pés sejam feridos na terra. A paz de Deus não é uma paz química, que se compra na farmácia. Não é uma viagem para o interior do nosso coração pelas vias da meditação transcendental. Não é o produto de técnicas psicológicas nem o fruto de processos místicos, mas o resultado de orarmos, pensarmos e agirmos corretamente. Aqueles que têm paz com Deus podem e devem experimentar a paz de Deus. Aqueles que foram reconciliados com Deus por meio de Cristo, já estão livres da condenação diante do tribunal de Deus e devem estar livres de toda ansiedade e temor diante das lutas da vida. Oh, paz, tão doce paz! Oh, consolo sem par! Oh, ventura sem igual!
Pr. Hernandes Dias Lopes